quinta-feira, 16 de março de 2017

Cordel sobre a Honestidade


Não! Eu não quero enchentes de caridade, só quero chuva de honestidade Molhando as terras do meu sertão!

Se essa tal chuva de honestidade

despencasse nos ternos engomados

e se os homens que vivem engravatados

se banhassem nas águas da verdade

a sujeira no ralo da maldade

escorrendo pra longe da nação

eu garanto que cada cidadão

pagaria feliz cada imposto

quem é rico com suor de outro rosto é um pobre de dinheiro e coração.

Eu pergunto aos homens do poder

pra que tanta ganância e cobiça

pra que tanto dinheiro na Suíça

se aqui falta até o que comer

nosso povo vai ter que se mexer

pra findar essa tal corrupção

exigindo justiça e retidão

só assim findaria esse desgosto

quem é rico com suor de outro rosto

é um pobre de dinheiro e coração.

A escola da vida me ensinou

a lutar por aquilo que é meu

sem querer lhe tirar o que é seu

cada um colhe aquilo que plantou

e o suor que você já derramou

escorreu no seu corpo até o chão

irrigando uma grande plantação

de caráter, justiça e de bom gosto

quem é rico com suor de outro rosto é um pobre de dinheiro e coração.

Eu só peço que exista igualdade

que o povo receba o que merece

se um poema é quase uma prece

tô orando pedindo honestidade

mais respeito e mais dignidade

mais cultura, saúde, educação

sobrem livros, mas que nunca falte o pão

deixo meu sentimento aqui exposto,

quem é rico com suor de outro rosto é um pobre de dinheiro e coração.

Bráulio Bessa

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