segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Uma das tarefas mais difíceis do amadurecimento é aprendermos a controlar nossas respostas agressivas: elas não devem ser sempre tão radicais.




Quando sofremos uma ofensa ou somos vítimas de algum desprestígio experimentamos uma forte dor interior a que podemos chamar de humilhação.

Diante da humilhação que sofremos, podemos reagir de duas formas distintas: ou nos sentimos revoltados ou experimentamos certo ressentimento.

Quando nos revoltamos diante de uma ofensa ou humilhação tomamos alguma atitude: manifestamos, de modo claro, nossa revolta e indignação.

Ao se sentirem ressentidos diante de uma ofensa, alguns se recolhem e não têm reação. Muitos dizem que agem assim para "não passar recibo".

Muitos dos que acumulam ressentimentos grandes se sentem acovardados por não conseguirem reagir: a revolta pode se voltar contra eles mesmos.

Não reagir a uma agressão ou ofensa pode fazer muito mal à nossa autoestima: isso poderá ativar processos de agressão e punição contra nós.

Reagir a uma agressão física ou moral não implica a defesa do "olho por olho, dente por dente": devemos buscar uma atitude que nos preserve.

A forma como reagimos à grosseria alheia deve ser compatível com nosso modo de ser: reagimos sem usar como referência a postura do agressor.

Uma das tarefas mais difíceis do amadurecimento é aprendermos a controlar nossas respostas agressivas: elas não devem ser sempre tão radicais.

A reação a uma agressão pode ser dura, mas educada (é o que mais desconcerta). Ex.: "não estou acostumado a lidar com esse tipo de atitude".

Flávio Gikovate

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