terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Ponto de equilíbrio




É o ponto. O equilíbrio.

São dois ou um? Por qual deles caminhar primeiro?

Equilibrar-se a partir de que ponto? 

Apontar para que espécie de equilíbrio?


Muitas perguntas e minha alma tem pressa.


Apressadamente me exaspero e tomo a decisão: equilibrar-me a partir do ponto em que o equilíbrio diverge da alma.


Apontar para onde a alma aninha meu corpo de forma equilibrada.


Entre um ponto e outro, uma ponte. A ponte da alma sedenta e buscadora.


Mato a sede a partir do ponto de reconhecer a ausência de equilíbrio.


Me equilibro no momento em que percorro os pontos nos quais divirjo da minha busca pelo conforto emocional, espiritual, físico e mental de equilibrar-me.


Aceito. Acato. Acolho.


Me encanto pela possibilidade e me decanto durante a busca.


O sagrado, o profano, o mistério. Todos me conduzem. Eu me conduzo. 


Me inclino para o ponto de onde comecei.


Pronto. Pronta. A partir de agora humana na condição e equilibrada por convicção.


Sou ponto. Sou equilíbrio.


Me tenho. Me busco. Me alcanço. Me lanço. Me sigo. Prossigo. Eu vou!


A caminhada é longa, mas nem tanto. O destino é o ponto de equilíbrio. 


Destino aqui vou eu.

|Cláudia Dornelles|

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