domingo, 22 de janeiro de 2017

Carta aberta à uma amiga


Minha amiga,

Tenho pensado muito sobre você ultimamente.

E não me importo com o quão mal interpretado isso possa soar por aqui.

Ia esperar seu aniversário para lhe dizer algumas palavras mas...

Pra que esperar?

Talvez você nem saiba, ou saiba, ou nem pense sobre, sei lá.

Mas sua presença teve e tem um papel muito importante na minha vida.

Sabe aquela mãozinha que te puxa quando você tá quase se afogando?

Então. Antes de mais nada, gostaria de te agradecer.

Por toda a força, por toda a parceria, por todo o companheirismo.

Pelo acompanhamento, por dividir comigo as minhas e as suas histórias.

Por rir comigo e me deixar rir de você.

E por rir de mim.

Você me ensinou tanta coisa nesse tempo de amizade que também aprendi muito sobre mim.

É uma troca muito próspera, entende?

Temos uma certa diferença de idade (sem baixo astral, eu só nasci um pouco depois), por isso aprendo muito.

Mas, se me permitir, gostaria de ensinar algumas coisas.

Use filtro solar.

Não tô citando aquele velho discurso traduzido pelo Pedro Bial.

Realmente quero que você use filtro solar.

Obrigada.

Mas sobre a vida, gostaria de dizer que nós não temos tanto tempo.

E, sinceramente, acredito que o tempo se agigante na mesma intensidade em que vivemos as coisas.

Então, uma dica valiosa seria: não perca a sede pela vida.

Morra de sede por ela.

Morra de amor se sentir vontade.

Por tudo, por todos e - principalmente - por você.

Se permita.

Em todos os sentidos.

Se permita errar, pois essa é a única forma de acertar.

Não se obrigue a nada, apenas se permita a tudo.

Releve.

Faz a Frozen e 'Let it Go'.

Não há ninguém no mundo capaz de te ferir a não ser que você permita.

Ou seja, quem te fere é você mesma.

Não se cobre.

Pelo amor de Deus não se cobre.

A vida já tá muito cara para arrancarmos tanta disciplina de nós.

Descasque-se.

Pirei?

Não sei, inventei isso agora.

Tire a casca.

Aquela dura camada que a gente vai adicionando ao longo dos tropeços.

Fique nua e crua, portanto, correndo os riscos.

Os deliciosos riscos que fazem parte de viver.

Então é isso, minha amiga.

Vamos mostrar os dentes pro mundo, sorrir e rir até a barriga doer.

E é isso que a gente faz de melhor.

Obrigada pela amizade! 💙

Stéphanie Waknin

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