quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Sou como um barco a vela...


Você pede o meu coração,

e eu só tenho a lamentar,

sou como um barco a vela,

solto à deriva em alto mar.

Talvez não entenda o que eu digo,

pois da praia não dá pra enxergar,

não posso dar o que não me pertence,

por isso sigo a navegar.

Se esse barco meu o fosse,

era o fim da aflição,

pois em ti encontraria porto seguro,

terra firme para o coração.

Mas a maré só escuta a Lua,

e há tempos que as nuvens não deixam enxergar,

as velas rasgaram na ultima chuva,

e minha bússola insiste em não funcionar.

Por tantos portos e tantas praias me aventurei,

e há tantas outras ainda por explorar,

mas ainda não houve nada tão sedutor,

quanto a brisa que me beija em alto mar.

Que os bons ventos me tragam a sorte,

de algum dia um farol em uma ilha encontrar,

de água verde e areia branquinha,

pro meu barco não querer mais voltar.

Rafa Magallhaes .

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