quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Tempo é ternura.


 “Tempo é ternura.

Perder tempo é a maior demonstração de afeto.

A maior gentileza.

Sair daquele aproveitamento máximo de tarefas.

Ler um livro para o filho pequeno dormir.

Arrumar as gavetas da escrivaninha de sua mulher quando poderia estar fazendo suas coisas.

Consertar os aparelhos da cozinha, trocar as pilhas do controle remoto.

Preparar um assado de 40 minutos.

Usar pratos desnecessários, não economizar esforço, não simplificar, não poupar trabalho, desperdiçar simpatia.

(…) Intensidade é paciência, é capricho, é não abandonar algo porque não funcionou.

É começar a cuidar justamente porque não funcionou.

Casais há mais de três décadas juntos perderam tempo.

Criaram mais chances do que os demais.

Superaram preconceitos.

Perdoaram medos.

Dobraram o orgulho ao longo das brigas.

Dormiram antes de tomar uma decisão.

Cederam o que tinham de mais precioso: a chance de outras vidas.

Dar uma vida a alguém será sempre maior do que qualquer vida imaginada.”

 Fabrício Carpinejar

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