sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Pois um sem o outro não nos dá chão.


Que a tua gratidão seja muito maior que um conjunto de "obrigados" orbitando em volta de teu umbigo...

Que a tua gratidão não se resuma no vazio da palavra - Deus - enquanto a alma se empanturra de preconceitos...

Incapaz da leveza dos que sabem distinguir o sagrado em tudo ao redor...

E de joelhos cair, com a face por terra, em gozo, em júbilo, de pura emoção...

Por constatar a plenitude do coexistir, a infinitude do amar!

Então, que tua gratidão se derrame além da taça do rito...

Transcendendo todo o blá-blá-blá...

E transborde, escorra, goteje grosso...

Feito o orvalho bendito, que se alastra umedecendo toda a teia da vida...

Toda luz e toda sombra...

Toda graça e todo caos...

Toda certeza e toda dúvida...

Pois um sem o outro não nos dá chão.

É mentira, é morte, pura ilusão!

Que a tua gratidão generosamente semeie alimento pros sonhos...

Sonhos de cura que se tornam reais...

Que seja ensinamento!

Mas pra ti mesmo...

Que a tua gratidão acorde a paz!.

Que estagnada dorme, desanimada, exaurida...

Depois de tanto e tanto ver...

Gente que se diz sábia, a espalhar dissensão...

Por nada entender de gratidão...

Ah, que a tua gratidão desperte um tempo novo...

No qual das cadeias do individualismo, embrião de todos os males...

Haja enfim libertação!

Gi Stadnicki.

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