quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Ninguém te tomará como sábio se de ti só receber prepotência...


Uma coisa precisam saber os que julgam estar certos...

Sem refletir que a certeza em si não é elemento transformador de nada...

E quando jogada na cara, pior.

Ninguém, que discorde de ti e é criticado com desdém ou grosseria há de repensar o teor de algum posicionamento...

Há sim de remoer o negócio com boa dose de raiva, há sim de devolver a pedrada com toda força!

E onde isso deu até agora, senão no retrocesso?

Ou nos conscientizamos que o outro, apesar de divergente, é um ser irmão, ou a evolução ética desta nossa sociedade jamais chegará...

Estamos até o pescoço enfiados num lodo tosco, produzido pelo pior de nós...

É isso que fazemos, pensando que estamos à lutar por algo maior: afundamos cada vez mais, decididos a ter o outro sempre como um inimigo patético, digno de ser sempre xingado, diminuído da condição de gente...

Por que os apelidinhos infames?

Por que o muro da infantilidade entre "nós, os caras e vocês, a escória"?

Por que essa incapacidade de cogitar desenvolver paciência pra argumentar sem atacar?

Pois parece ser a tal paciência um insulto, uma vergonha...

Nunca a joia de incalculável valor que é...

Valores distorcidos, cultura chula essa nossa!

A paciência quando escolhida como resposta pode evitar as inócuas intrigas, permitir o trânsito bendito da razão, pode dissolver mais essa era de ignorância e enfim inspirar um novo tempo, de luz e consciência!

Quando não, ganham as inimizades gratuitas, a INvolução é superalimentada até devolver em vômito a barbárie...

Ninguém te tomará como sábio se de ti só receber prepotência...

Ninguém aprende caminho melhor algum que lhe for mostrado com ares de superioridade...

Até porque se é com o ego assim tão inflamado... Ou melhor dizendo, doente...

Que abordas o outro, a fim de movê-lo a um suposto despertamento...

Esquece, nunca há de funcionar, cura-te a ti mesmo meu anjo...

A ti que tão certo te achas...

A ti, que pensas estar tão cheio de luz...

Cura-te, entende que o respeito não se exige do outro apenas, respeito precisa emanar do amor...

Não é o discurso, por mais primoroso, que há de convencer alguém da tua verdade...

É o amor...

E amor não convence ninguém de nada, sua existência não é proselitista.

O amor quebranta a ambos, a mim e a ti, e assim se dá a sintonia...

Tão lúdica, necessária...

Para que esse mundo ande pra frente.

Delicadamente...

Respeitosamente...

Pacientemente.

Gi Stadnicki.

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