terça-feira, 22 de novembro de 2016

Morar junto é casamento


E tudo bem, sabe? Tudo bem.

Não tem como distinguir morar junto de casamento.

Como que se atenuam as regras? “Ah, isso você só pode me cobrar depois do casamento”, “Me deixa, parece que estamos casados!” Parece não, estão mesmo.

Morar junto é estar casado, queira você ou não.

Morar junto é entrar na vida um do outro todos os dias um pouco mais.

Morar junto é aprender, na marra – e no amor -, a ter paciência um com o outro.

É descobrir coisas todos os dias e lidar com todas elas, boas ou ruins.

Morar junto não é fácil, mas nenhum casamento é.

Engana-se você se pensa que só porque não carrega uma aliança na mão esquerda, só porque não teve cerimônia, só porque não teve os procedimentos e tudo mais, não pode se sentir casado.

Isso é tudo coisa que inventaram ao longo dos anos para nos condicionar de que: “PRONTO, CASAMOS COM CERIMÔNIA E FESTA, AGORA É SÉRIO” – sendo que NUNCA deixou de ser sérios só porque não eram casados “segundo as regras”.

Mas é preciso tomar cuidado, pois: se você decidiu morar junto com alguém para “não se sentir sozinho” ou para “sair logo de casa” ou quem sabe “dividir as pesadas contas de um ap sozinho”, você está fazendo isso errado.

É como se estivesse morando com alguém pra alguém ajudar a SUA vida a ser melhor, não para construir uma vida melhor JUNTOS.

O tempo – e as brigas – vão contestar sua escolha.

É na dificuldade do morar junto que você entende que resolver não é só desligar o telefone ou um “cansei, vou voltar pra casa dos meus pais” – todas as suas coisas estão na casa com quem você mora.

Tudo mudou, você casou e nem percebeu. E tudo bem também, tá?

Morar junto é casamento sim.

É colocar aquele quadro que representa algo dos dois.

É ter rotina, é ter que ir ao supermercado, é descobrir o preço do detergente.

Morar junto é casamento sim e você vai precisar sim dar satisfação dos seus dias para aquele com quem divide o teto, os dias e a vida.

Não faz sentido o quanto morar junto é um casamento?

Mas isso está longe de significar algo ruim.

Morar junto pode ser sim aquele passo a mais para a vida ficar mais gostosa para os dois.

Pode ser uma atitude para deixar os corações mais pertinho e acordar com preguiça de levantar.

É preparar um jantar em casa e chamar os amigos.

É rir preparando o almoço.

É comprar um iogurte que aquela pessoa gosta e deixar na geladeira para que ela perceba.

É combinar que a louça do almoço é minha, mas do jantar é sua.

É emendar seriados no fim de semana em um cantinho só nosso.

É fazer um bico aqui ou ali para conseguir um dinheiro a mais e aliviar as contas.

É varrer o chão e encontrar cueca roupa limpa embaixo da cama.

É o elogio ao se arrumar em frente ao espelho.

É planejar uma viagem e deixar o cachorro com um amigo.

Morar junto não é ruim, mas é preciso lembrar que não é mais só um namoro, porque o erro está em interpretar o morar junto só com uma simples e fria divisão de contas para pagar.

Morar junto é escolher fazer alguém feliz todos os dias apesar de nem todos os dias serem felizes.

E, olha só, assim como aqueles casamentos de 50 anos que acabam, se você não conseguir mais morar junto, você para e recomeça.

Amor não é um contrato.

Só morar junto que é um casamento.

E viver com alguém é especial e bonito.

Márcio Rodrigues.

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