segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Que tal a gente ir sem pressa?


 Que tal sem beijo no primeiro encontro, sem sexo no final da noite, sem desespero?

Que tal não fazer tantos planos?

Que tal deixar que eu o conheça de verdade?

Quem sabe, eu diga não nas primeiras vezes, para testar o quanto você quer.

Talvez queira ser sua amiga antes de me apaixonar.

Talvez precise confiar em você primeiro ou talvez me encante por algo que só vou descobrir depois de muito tempo.

Que tal deixar a coisa acontecer?

Sem pressão, sem data marcada, sem frase pesada, sem cobrança?

Talvez seja melhor a gente se encontrar por acaso ou que talvez nosso primeiro beijo aconteça quando menos esperar.

Quem sabe?

Quem sabe, prorrogando, a gente prolongue.

Quem sabe, com calma a gente se encaixe, se encontre, se entenda, se complete?

Já chega de promessas não cumpridas e de sonhos incompletos.

Já chega de deixar a ansiedade estragar algo que poderia dar certo.

Cansei desse papo de “pessoa certa na hora errada”.

Só é certo quando acontece na hora certa, do contrário é errado desde sempre.

O que lhe peço é bem simples: não me encare com esses olhos de quem enxerga a mulher da sua vida no primeiro encontro.

Concluirei, então, que, de duas uma: ou você é mais um babaca achando que pode me iludir, ou um tolo que não sabe o que está dizendo.

Não, eu não sou a mulher da sua vida.

Mas, talvez, com um pouquinho de calma e um tanto de sorte, eu possa me tornar.

Quem sabe?

Quer entrar na minha vida?

Então venha sem pressa, venha de peito aberto, com verdade nos olhos e com um sorriso no rosto.

Venha sem medo e assim eu lhe garanto que a gente tem tudo para se entender.

Só não chegue com tanta sede.

Em tempos de grandes desertos, feliz aquele que aprende a economizar a água do cantil.

Rafael Magalhães

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