domingo, 2 de outubro de 2016

Ponto de equilíbrio


É o ponto.

O equilíbrio.

São dois ou um?

Por qual deles caminhar primeiro?

Equilibrar-se a partir de que ponto?

Apontar para que espécie de equilíbrio?

Muitas perguntas e minha alma tem pressa.

Apressadamente me exaspero e tomo a decisão: equilibrar-me a partir do ponto em que o equilíbrio diverge da alma.

Apontar para onde a alma aninha meu corpo de forma equilibrada.

Entre um ponto e outro, uma ponte.

A ponte da alma sedenta e buscadora.

Mato a sede a partir do ponto de reconhecer a ausência de equilíbrio.

Me equilibro no momento em que percorro os pontos nos quais divirjo da minha busca pelo conforto emocional, espiritual, físico e mental de equilibrar-me.

Aceito. Acato. Acolho.

Me encanto pela possibilidade e me decanto durante a busca.

O sagrado, o profano, o mistério.

Todos me conduzem. Eu me conduzo.

Me inclino para o ponto de onde comecei.

Pronto. Pronta.

A partir de agora humana na condição e equilibrada por convicção.

Sou ponto. Sou equilíbrio.

Me tenho. Me busco. Me alcanço. Me lanço. Me sigo. Prossigo. Eu vou!

A caminhada é longa, mas nem tanto.

O destino é o ponto de equilíbrio.

Destino aqui vou eu.


Cláudia Dornelles

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