sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Ela descobriu ser a própria brisa e calmaria.


Ela nem sempre foi compreendida pela vida,
mas também nunca deixou de ter fé no dia seguinte.

Ela conhece os dias de luta e as suas próprias fraquezas.

Ela já quis desistir é claro e não foram poucas as vezes
que o mundo parecia não fornecer abrigo nenhum.

Ela teve lágrimas de sangue
mas as borboletas de sua alma nunca deixaram de voar.

Ela se trancou dentro de casa enquanto
lá fora chovia tanto que os seus olhos
podiam ter inveja do suposto sufoco que o céu despejara.

Ela sempre foi humilde e serena,
era a própria gratidão em dias de sol.

Ela morreu.

Ela viveu.

Ela sofreu.

Chorou.

Acreditou.

E mais uma vez caiu.

Ela se levantou e deu a volta por cima.

Ela é como a fênix.

Ela descobriu ser a própria brisa e calmaria.

Ela poderia ser a tempestade em forma humana
mas preferiu ser refúgio.

Ela não é intacta,
tem feridas que ainda não fecharam,
mas seu coração é com certeza a parte mais bonita do amor.

Ela é o amor.

( Vitor Ávila )

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