quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Antes de sucumbir ao ódio, mergulhe no carinho


Ódio; substantivo masculino

1. Aversão intensa.

Motivada por medo, raiva ou injúria sofrida; odiosidade.

Nunca vivemos em tempos tão obscuros.

Fala-se constantemente do mais amor e do respeito ao próximo, mas o que se vê nas ruas e na Internet, é uma intensa batalha de egos.

Necessidades movidas por disputas, muitas vezes, vazias.

Uma sociedade cada vez mais preocupada em falar ao invés de escutar.

Discordâncias políticas, culturais e religiosas transformando a palavra ódio em algo maior que a própria palavra.

É o puro sentimento do malquerer.

Se o assunto é o governo, ódio.

Se o assunto são as Olimpíadas, ódio.

Se o assunto é o trânsito caótico, ódio.

Não importa o tema, mensuramos os nossos desamores em gestos duros.

E isso já ultrapassou o descontentamento.

Até mesmo os desavisados, perdidos na clareza dos pensamentos, enxergam oportunidades de despejar o menos querer.

E como se já não bastassem tantas preocupações, os meios ainda contribuem para essa perpetuação amarga.

É muito fácil falar de amor e pouco vivê-lo.

É muito fácil falar de fé e pouco praticá-la.

É muito fácil falar de respeito e pouco entendê-lo.

Porque há sim, uma linha tênue entre pensar o bem e de fato, alcançá-lo.

Em todos os instantes dos quais rogamos, maltrapilhos, o cair do outro, nada conseguimos.

Essa pequenice da alma é desejo dos tolos.

Antes de sucumbir ao ódio, mergulhe no carinho.

Leia, ouça e sinta o peito mais próximo da afetividade e não da maldade.

Verdade seja dita, quem não reconhece empatia – por mais doloroso que seja, perde cedo a beleza dos acasos.

Guilherme Moreira Jr.

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