quarta-feira, 18 de maio de 2016

Se já fui estrofe, hoje sou poesia.


Se já fui estrofe, hoje sou poesia.

Daquelas a serem declamadas de peito cheio e com clamor.

Far-se-á gestos e interpretação a cada verso.

Me transforme em sentimento e viva.

Sou poesia declamada de verão a verão.

O vento frio que bate na tua nuca e arrepia tua epiderme.

Sou fogo alto, vulcão alvoroçado que vai te abrigar nos cinco graus negativos nesse sul do meu país.

Não nego, me embelezo com a beleza passageira de beldades que transitam aos meus olhos.

Sou pecadora nata.

Valorizo um rosto bonito e um corpo esbelto sim e, me perdoe por isto!

Eu admito, mas se teu sorriso for reluzente e me prender os olhos, admirareis eternamente.

Teus olhos castanhos,azulado ou verde grama me farão palpitar a cada piscar seu.

Ei mulher que está atrás de um coração para se abrigar, não se apresse pois o rigoroso frio se escapa em meio a cobertas,chocolate quente e amigos leais.

Teu caráter vai tropeçar no ombro daquela moça que se debateu em teus olhos ao você sorrir desprevenida enquanto caminhava sem rumo pelo centro movimentado.

Teu ombro vai latejar um pouco, mas seu coração vai agradecer por ter encontrado aquela que se tornará a tua poesia declamada eterna em teu colo.

Mayara Engel

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