sábado, 19 de março de 2016

Fiz tudo o que quis e pude.


"Chorei quando estava triste,

senti saudades fundas,

dei gargalhadas de situações absolutamente normais,

tive ideias 'geniais',

abracei, fui acariciada,

fiquei aninhada no amor,

depois me enrosquei com a solitude...

Fiz tudo o que quis e pude.

E percebi cada um destes sentimentos e minhas reações a eles.

Mas o que percebo,

é que a alegria que mora em mim clama por vida,

não somente pelo sossego;

clama pelo dinamismo,

pelas mudanças,

pela sobriedade,

pela esperança.

O que há de irremediável não se cura com placebos.

Se eu rejeito é porque não quero.

Se eu recebo é porque já participa de algo aqui dentro.

Minhas ambições são apenas estar com a roupa adequada

para quando eu sumir nesta estrada,

nunca sentir que minha intuição

e o meu coração estão desagasalhados..."


 (Marla de Queiroz)

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