quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Se nada deu certo, dance meu bem!


Talvez você tenha sofrido uma desilusão amorosa, como milhares de pessoas no mundo.

Talvez você já tenha chorado uma quantidade absurda de água capaz de encher represas.

Talvez você tenha comido uma quantidade de calorias suficiente para manter um urso hibernando no inverno e talvez você não caiba mais naquela sua roupa preferida.

Talvez se… tivesse dado certo. Se seus planos tivessem sido concretizados. Se tivesse os sentimentos correspondidos. Se aquela música que hoje lhe faz lembrar e chorar fosse a música da alegria e dos bons sonhos. Mas, não. Nada saiu como queria que fosse.

Não poderia ter tido desfecho mais desastroso. Não poderia ter sido mais nublado como foi. Não poderia ter sido mais deprimente. E como foi deprimente!

Você já refletiu demais e já mexeu dezenas de vezes a colher na sua velha xícara de café, sem se dar conta disso. Aí um dia você ouve uma voz como um sibilar. Uma voz que lhe convida a dançar. Uma voz que lhe brada para sair da caverna na qual precisou se esconder com medo da luz. Chegou a hora de voltar à luz.

A imagem desse texto, do filme O casamento do meu melhor amigo, ilustra o momento em que Julianne resolve dançar. Julianne está pensativa e cabisbaixa e surge seu grande amigo George que lhe diz resumidamente que se nada havia saído como ela esperava e se ele não poderia lhe corresponder nada além de amizade, pelo menos poderiam dançar. E ao som de I Say a Little Prayer de Aretha Franklin, os dois caem na pista de dança, pista do casamento de Michael, o cara que despedaçou o coração de Julianne.

Você precisa fazer escolhas. Você precisa ser egoísta às vezes e precisa transformar as pistas de decepção que surgem em sua vida em pistas de dança. Você prefere chorar ao som de um jazz triste ou prefere se levantar desse chão e deixar seu corpo ser levado pelo ritmo, pelo vento e pela vida que irradia de suas entranhas?


Ok… Você não conseguiu o que esperava. Você não teve o que quis. Mas que se dane! A vida continua… A vida em sua magnitude segue, segue firme, segue mais vibrante do que nunca e a música pouco a pouco se torna mais alta, até que não possa ouvir mais nenhum som que lhe lembre de perdas ou fracassos.

Aliás, não houve fracasso. A vida não é só curta. A vida é um dom. A vida é um privilégio. A vida é uma estrada com infinitas trilhas e você é capaz de fazer escolhas. Escolha ser feliz. Escolha sorrir. Reflita e perceba que é tolice lutar em batalhas previamente perdidas.

Dance meu bem… Dance ao som de uma música que goste e esqueça os ‘desacontecimentos’ em sua vida. O que não rolou, não era mesmo para rolar. Você consegue refletir e entender que sua vida é um grande presente? Dance meu bem… Faça do mal o bem. E faça do que não deu certo motivo para ascender enquanto ser humano. Conquistará coisas maiores. Dance… Dance…Dance…Dance, baby!

Barasa Plutônica


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