segunda-feira, 9 de novembro de 2015

O medo e o amor


O medo é a energia que contrai, fecha, isola, foge, esconde, amealha, faz mal.

O amor é a energia que expande, abre, liberta, fica, revela, partilha, cura.

O medo envolve os nossos corpos com roupagens, o amor permite-nos andar desnudos.

O medo pega-se e agarra-se a tudo o que temos, o amor despoja-se de tudo isso.

O medo cerca-nos, o amor enlaça-nos.

O medo prende, o amor liberta.

O medo infecta, o amor alivia.

O medo agride, o amor apazigua.

Qualquer pensamento, palavra ou ação humana assenta numa destas emoções.

Nada podes fazer quanto a isso pois não tens outras hipóteses de escolha.

Mas o teu livre arbítrio permite-te escolher entre as duas.

Dito, assim parece tão fácil e, no entanto, no momento da decisão, o medo vence mais frequentemente.

Porquê?

Ensinaram-nos a viver com medo.

Falaram-vos da sobrevivência dos mais aptos, da vitória dos mais fortes e do êxito dos mais espertos.

Muito pouco se fala do triunfo dos mais afetuosos.

E, por isso, esforçam-se por serem os mais aptos, os mais fortes, os mais espertos- de uma forma ou outra – e se, numa dada situação, se veem como algo menos que isso temem vir a perder, pois disseram-vos que ser menos é ser-se vencido.

E por isso, claro, escolhem a ação movida pelo medo, pois foi o que vos ensinaram.

Eu, porém, ensino-vos o seguinte: se escolherem a ação movida pelo amor farão mais do que sobreviver, mais do que vencer, mais do que obter êxito.

Nesse caso experimentarão a plena glória de

Quem realmente são e quem podem ser.


Neale Donald Walsch

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