quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Apagando a luz...


A humildade é a virtude que nos torna abertos a aprender e mudar.
Ela só é possível quando temos auto-respeito, que só pode vir com autoconhecimento.
Conhecer-se é entender que somos parte de um todo, como um raio de uma roda.
Não somos tudo, também não somos nada.
É a humildade que cria este entendimento e nos mantêm em equilíbrio.

Quando não somos apegados às nossas boas qualidades nem às nossas fraquezas, podemos lidar com ambas.
Através de cultivo amoroso, nossas qualidades positivas crescem e servem outros.
Através da atenção e honestidade, nossas fraquezas diminuem.

Humildade é nossa maior proteção.
Ela nos mantém alerta para todas as possibilidades, desde sermos enganados até a de criarmos os mais surpreendentes milagres.
Humildade é o fruto do auto-respeito: uma pessoa humilde nunca teme perder.
Para isso precisamos sempre ir para dentro de nós mesmos.
Nada e ninguém podem nos tirar esse recurso.

Humildade nasce da segurança interna, nos deixa prontos a comunicar, cooperar com novos pensamentos e ideias.
É a prova da maestria de ter conquistado o “eu” e “meu” limitados que anulam o respeito e a amizade.
Nós devemos ser tutores, não donos.
A posse automaticamente cria o medo de perder. Ser um tutor nos dá entendimento que nada e ninguém é nosso.
Paradoxalmente, ao renunciar tudo, recebemos tudo.
O que precisarmos virá até nós, mais cedo ou mais tarde.
Há o suficiente para todos.

A atitude de ser um tutor significa que economizamos uma grande quantidade de energia mental e emocional, uma vez que tempo não é desperdiçado em cálculos egoístas ou manipulações espertas. Com a atitude de ser um tutor nos tornamos mestres.
Um mestre trabalha com os princípios eternos do Universo.
Ele é humilde e auto-suficiente, mantém equilíbrio e harmonia.

A maior humildade de todas é reconhecer e aceitar que existem leis além daquelas dos seres humanos e que não somos o padrão do Universo.
Os princípios eternos protegem e governam o bem-estar de todas as formas de vida.
Quando nos alinhamos com as verdades eternas, encontramos a liberdade, nosso caminho. Alinhamento às leis divinas não nos limita ou anula.
Ao contrário, as leis eternas são o meio que permitem a expressão completa do indivíduo.
Não há transgressão, uma vez que respeito é sempre dado à individualidade dos outros.
A harmonia é mantida.

Com humildade reconhecemos o direito que todas as coisas têm de existir; existir em liberdade e existir em felicidade. Este direito inato é uma lei imortal.
Subserviência nos relacionamentos ou aos objetos materiais é resultado do medo; medo de sermos nós mesmos; a falta de coragem de enfrentar, de mudar, de mover numa outra direção.
Auto-respeito nos libera do medo e da dependência.
Quando não pensamos profundamente o suficiente por nós mesmos, nos tornamos subservientes às opiniões sociais e às pessoas com as quais interagimos.

Humildade traz introspecção, começamos a examinar as emoções que nos limitam.
Abre a porta para o autoconhecimento.
À medida que crescemos em autoconhecimento, crescemos em autoestima.
Com essa estabilidade interior não há medo do que é diferente.
Não há desejo de controlar pessoas ou situações.
Sabemos que as coisas certas irão acontecer da forma correta, no tempo certo.
Humildade é a outra face do auto-respeito.
Quanto maior a humildade, maior o auto-respeito.
Nada e ninguém são uma ameaça.
Nós somos livres.

Brahma Kumaris

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