sábado, 7 de novembro de 2015

Agradeço a Deus por viver, amanhecer e continuar teimando ...


Mais uma vez o tempo me assusta.

Passa afobado pelo meu dia, atropela minha hora, despreza minha agenda.

Corre prepotente, para disputar lugar com o vento.

O tempo envelhece, não se emenda.

Deveria haver algum decreto que obrigasse o tempo a desacelerar e a respeitar meu projeto.

Só assim, eu daria conta dos livros que vão se empilhando,das melodias que estão me aguardando;

Das saudades que venho sentindo,

Das verdades que ando mentindo,

Das promessas que venho esquecendo,

Dos impulsos que sigo contendo,

Dos prazeres que chegam partindo,

Dos receios que partem voltando.

Agora, que redijo a página final,

Percebo o tanto de caminho percorrido

Ao impulso da hora que vai me acelerando.

Apesar do tempo, e sua pressa desleal,

Agradeço a Deus por viver, amanhecer e continuar teimando ...

Flora Figueiredo

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