terça-feira, 20 de outubro de 2015

Sonhos alados


Você tem um dom que pode mudar o mundo.

Eu não sei se nasceu para cantar, para dançar, para correr ou para voar.

Eu não sei quais são os seus sonhos e muito menos quais os seus medos.

Eu não conheço a sua história.

Mas, mesmo assim, digo com alguma certeza: você pode mudar o mundo.

Dentro de cada um de nós existe um talento único, um sonho amordaçado, um grito contido, uma fagulha de esperança de que podemos ser mais do que somos.

Dentro de cada um de nós existe um escritor, um cientista, um palhaço, um ator, um piloto e um mágico.

Existe uma bailarina, um trapezista, um pirata, um cantor, uma modelo e um super-herói.

Existe aquela vontade de mostrar do que você é capaz.

De partir deixando uma marca.

Uma pena que a maioria das pessoas morre com esse sonho preso na alma.

São poucos os que têm a coragem de bater no peito e gritar:

“Essa é a minha verdade. É isso que eu amo fazer. Esse é o meu sonho e, não importa quantas portas fechadas eu tenha que enfrentar, não irei descansar enquanto não chegar lá.” 

Admiro pessoas assim.

Muita gente passa a vida inteira sem se encontrar.

Ou porque não consegue identificar esse sonho, ou porque é covarde demais até mesmo para admitir que ele existe.

Não faça parte desse grupo.

É insano dedicar oito horas do seu dia com uma hora de almoço para algo que não te faz feliz.

É claro que se você precisa passar por isso para chegar até lá, que seja um obstáculo do caminho e não o ponto final.

Escrevo sobre sonhos contidos com alguma propriedade.

Eu mesmo demorei 26 anos para criar coragem de correr atrás do meu.

Nunca é tarde para um sonho ganhar vida.

A minha história não é a do cara sofrido que deu a volta por cima.

A minha história é a do cara que sempre foi extremamente feliz, mas que sempre sentiu que podia chegar mais longe.

Que podia ser mais do que era.

Demorou, mas eu me encontrei.

De todos aqueles personagens que dançavam em meu peito, foi o escritor que conseguiu saltar para fora.

É ele quem está agora escrevendo essas linhas.

Esse texto é a minha súplica para que você também deixe o seu sonho voar.

O que eu quero é que, um dia, daqui alguns anos, a gente se encontre por aí e você me diga:

“Rafa, lembra daquele seu texto sobre sonhos alados? Então… O meu acabou de decolar.” 

E então nos abraçaremos sorrindo, porque ainda melhor do que ver um sonho se realizar, é saber que você ajudou para que ele se tornasse real.

Rafael Magalhães

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